...a história mais louca, apesar de todas as minhas loucuras nunca aconteceu nada parecido. Acreditei em tudo como se tivesse acreditado no que sonhava durante meus sonos. Mas claro, foi e está sendo tão quimérico, e por isso tão perfeito, que não dá pra acreditar. É como se um dia eu fosse tentar pegar com minhas mãos, mas sentisse o vão do espaço vazio. Talvez sejamos uma mentira tão bem contada, que a meus olhos se torna verdade, uma verdade tão plausível e ao mesmo tempo tão incomum que me excita, não só sexualmente, isso se torna muito pequeno visto de longe, mas me excita especialmente “roteiramente”. Acreditei e nadei em seu mar, sem me importar onde eu iria parar, ou como eu poderia voltar, ou se eu realmente queria voltar. Por isso tudo, agora, me sinto como se estivéssemos numa máquina de contagem regressiva... depois de, talvez, ter acordado desse sonho. E tudo que aconteceu vai ficar nesse tempo, congelado, intacto, perfeito, como num livro de romance, mas que o autor morreu antes de poder terminá-lo, e que ao mesmo tempo é tão bonito que não há espaço pra lágrimas desgostosas. Por que não teve um desfecho feliz. Nem triste. Simplesmente o romance não teve fim. [...]
...quem sabe um dia te reencontrar. "Um dia cor de laranja."
"[...] Eu sei, não é assim, mas deixa eu fingir e rir." [AMARANTE]


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